20 setembro 2010

Limpeza do Porto da Baleeira * Sagres

Foi neste passado sábado que fomos ajudar em mais uma limpeza anual do Porto da Baleeira. O Porto é um dos locais em Sagres, mais turísticos, emblemáticos e de trabalho de pesca e empresas de animação turística (mergulho, passeios de barco, pesca, observação de cetáceos).

Como tal deveria ser um dos locais com melhor apresentação de Sagres, pois por ele passam milhares de pessoas ao longo do ano, além das pessoas que lá trabalham diariamente.

No entanto, os descuidos são muitos, e o chão, a praia, as pedras do molhe, o interior dos barcos, etc., servem de reservatório de lixo de quilos de garrafas de vidro, plásticos, cordas e fios de pesca, madeiras, ferros, etc.

Infelizmente a limpeza regularmente realizada não passa muito mais do que recolher o lixo dos caixotes do lixo, e de vez em quando uma passagem com uma máquina aspiradora nas ruas principais de Sagres, e todas as outras ruas, recantos, areia da praia, falésias, ficam a acumular lixo. Especialmente sendo Sagres um sítio tão ventoso, o lixo é espalhado por todo o lado. É muito triste passearmos numa arriba, no meio da natureza, numa praia, no Porto, e vermos lixo ao nosso redor, quando o que nós procuramos é Natureza, ar puro, harmonia à nossa volta.

Esta iniciativa voluntária do Centro de Mergulho Divers Cape e da Cape Cruiser é excelente, no entanto, requer ajuda da autarquia e meios mais profissionais de limpeza, nomeadamente para limpeza de todas as pedras que estão ao longo do Porto da Baleeira, que acumulam lixo por baixo umas das outras, impossíveis de retirar pelos voluntários sem meios para isso.

Outra acção muito importante é a sensibilização ambiental dos pescadores, no sentido minorar o lixo deitado para o chão e para o mar.

Para terminar, informamos que adorámos participar nesta limpeza :)


02 setembro 2010

A Colheita da Melancia

Em Junho deste ano, numa das nossas deambulações pelo Mercado de Estremoz comprámos para plantar uma melancia preta, uma melancia riscada e um melão.

Com o tempo bem quente que fez este Verão, e a necessidade de água diária que estas plantas precisam, ficou o meu avô encarregue da rega, que com a ajuda da Isabel, e das nossas poucas passagens por cá, lá foi sendo feita.

Mas o Verão foi mesmo quente, a plantação não levou qualquer fertilizante, e vingou uma melancia riscada. Melancia grande e acreditávamos sumarenta, que com a ajuda do Tiago, e supervisão do pai Pedro e irmã Clarinha, nos colheu a melancia após uns puxões valentes, pois estava bem pesada e presa pelo caule.

Conclusão, uma bela melancia, docinha, para refrescar os apetites nestes dias de Estio intenso. Obrigado a todos os que nela participaram!

16 agosto 2010

Musicoterapia



Diz-se que foi o filósofo suíço-francês Jean-Jacques Rousseau, no princípio do século XVIII, que descobriu o que se tornou mais tarde a musicoterapia. Quase na mesma altura, o músico francês André Modeste Grétry observou que a rapidez das suas pulsações variava segundo os compassos mais ou menos rápidos dos cânticos que compunha, modificando-se essa velocidade, em função do compasso musical, no mesmo sentido das suas pulsações. As experiências sobre os estímulos sonoros desenvolveram-se em finais do século XIX e têm-se multiplicado desde então, daí decorrendo diferentes tendências, que se encontram divididas em duas principais: estudos sobre processos fisiológicos e estudos sobre relatos verbais.

A Musicoterapia existe em França há mais de trinta anos, praticamente desde que foi criada, pelo Benenzonk na Argentina. Com duas orientações: a chamada receptiva, ou passiva, que consiste em ouvir o paciente, e a chamada activa, quase não verbal, que põe em acção sonora o paciente. Sonora, pois, porque utiliza todos os sons possíveis: os sons involuntários do nosso corpo (sons da barriga etc…), os sons que fazemos voluntariamente com o nosso corpo (bater as palmas, etc…), os sons que nos rodeiam (na sala, na rua, na natureza, no prédio, no comboio etc…). Sonora, pois não é preciso saber tocar música ou cantar afinadamente para poder usufruir dos benfazeres dos sons! Porque podemos usufruir da música e dos cantos que fazemos sem ser músicos.
Os precursores franceses, do fim dos anos 60, chamam-se Jost, Edith Lecourt (criou na Faculdade da Sorbonne um curso de musicoterapia, com doutoramento) e Gérard Ducourneau (com o qual Joelle Ghazarian estudou).


Os princípios do método do Ducourneau 1) (e não só!) são sinteticamente os seguintes:
  • Estabelecer uma relação não intrusiva é o primeiro tempo necessário para que se instaure uma musicoterapia. A musicoterapia, que se inscreve numa interdisciplinaridade, trata de ajudar, mas sem prejudicar;
  • Criar, renovar , reequilibrar, dar luz ao desejo de viver;
  • Abrir os canais de comunicação: partilhar, ouvir, comunicar, exprimir as emoções, desbloquear-se, relacionar-se;
  • Aderir, não sofrer, não se esforçar: encontrar o elan interior, motor vital;
  • Ter prazeres;
  • O objectivo, nem sempre atingível, é: conseguir um dia exprimir-nos verbalmente com precisão e duma maneira aliviadora.
1) Psiquiatra, compositor e musicoterapeuta argentino considerado um dos criadores da musicoterapia nos anos 70. Gérard Ducourneau, um dos três grandes representantes franceses da musicoterapia, foi o primeiro a traduzir a obra de Benenzon em francês e acolheu-o em Bordéus no seu instituto, o Atelier de Musicothérapie, A.M.Bx (onde Joelle Ghazarian estudou).

12 agosto 2010

Um recanto por descobrir!

Estamos por Sagres, aliás, durante este mês percorremos um pouco de todo o concelho, o concelho de Vila do Bispo, com um saltinho ao de Aljezur e Lagos.

Nesta altura do ano as praias estão cheias de turistas, mas há sempre aqueles recantos mais isolados que nós ainda não descobrimos, e este é um deles.

Quando chegamos temos uma entrada com dois montes de pedras, um de cada lado. Estamos a entrar num outro mundo, numa verdadeira catedral! Para todo o lado que olhamos há montinhos de pedras de todos os tamanhos, feitios e cores. Assentes nas rochas, em todas as suas saliências, algumas mais malabaristas, mas todas no seu conjunto formam uma beleza natural incrível. Incrível é também o facto de quando a maré fica cheia, esta estrutura mantém-se!

Um dia, quando menos esperarem e descobrirem esta catedral de pedras, não se esqueçam de deixar um pouco de vós, e fazerem a vossa pirâmide de pedras. Inspirem, expirem e sintam a energia do local.

10 julho 2010

A vender figos no Mercado de Estremoz, vendo Chakall a cozinhar

Acordámos às 7H00 para iniciar a nossa jornada matinal!
Enquanto um colhia figos, o outro preparava o cesto, os sacos, o cartão com o preço e os trocos para levar. Chegámos ao mercado às 9H00, a maioria dos vendedores já estava abancado, mas a sombra de 1 árvore ainda estava à nossa espera. Boa!

As pessoas estavam todas concentradas nas bancas dos legumes e frutas, mais oferta e mais sombras. Nós do outro lado da estrada (que está sempre fechada ao trânsito aos sábados de manhã) sentadinhos nas cadeiras a ver o pessoal passar.

A nossa primeira potencial cliente assustou-se quando eu lhe disse “meia dúzia 1€”, tinha que fazer contas para ver quanto é que dava 1kg… mas a verdade é que antigamente os figos se vendiam à unidade e não ao kg. Velhos tempos que nem alguns velhotes agora conseguem regressar.

Mas as coisas começaram-se a compor e lá tivemos os nossos primeiros clientes que levaram 1 dúzia e ½. Foram congratulados com os melhores figos que lá havia! Depois mais um senhor e uma senhora que levaram cada um ½ dúzia.

Entretanto, durante a manhã, fomos brindados com o Chakall que ao som de uma musiquinha latina fez uma demonstração culinária com a ajuda preciosa do Vereador da Cultura de Estremoz que se mostrou muito empenhado na arte da culinária.

Ainda provámos uma sobremesa deliciosa, Mousse de ameixa, com Chocolate e Iogurte. De lambuzar e chorar por mais :)

Que mais se quer para uma manhã bem passada no Mercado de Estremoz ?!! :)
O que vamos vender para a próxima? Aguardamos as vossas sugestões!